Alimentos e Nutrição Araraquara, Vol. 1, No 1 (1989)

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Eliminação do cobre contaminante das aguardentes de cana

J. B. FARIA, M. A. POURCHET CAMPOS

Resumo


Considerando que a contaminação por cobre é uma constante na maioria das aguardentes de cana produzidas no Brasil, problema que impossibilita sua exportação, os autores decidiram estudar condições de operação que, reduzindo o teor de cobre contaminante, ou mesmo eliminando-o, garantissem qualidades organolépticas ideais ao produto, o que não é verificado quando a aguardente é destilada na ausência de cobre. O uso de dois alambiques de partes intercambiáveis, um de cobre e um de aço inoxidável, permitiu verificar que a contaminação só se dá nas partes descendentes do aparelho, enquanto o uso do metal nas partes ascendentes assegura o desenvolvimento de boas qualidades organolépticas. Assim, os autores projetaram uma peça de cobre carregada de fios do mesmo metal para ser colocada no capitel do alambique. Esse artifício aumentaria a superfície de cobre a que ficam expostos os vapores do “vinho de cana” na parte ascendente do aparelho, durante a destilação, evitando que eventual “azinhavre” fosse arrastado na condensação dos vapores já na serpentina, que não deve conter cobre em sua estrutura, sendo preferencialmente de aço inoxidável. Os resultados obtidos justificaram o recurso.

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