Alimentos e Nutrição Araraquara, Vol. 17, No 1 (2006)

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Avaliação da qualidade protéica de dois suplementos alimentares em ratos Wistar

M. M. V. NAVES, C. C. C. FERREIRA, C. S. FREITAS, M. S. SILVA

Resumo



O objetivo da pesquisa foi avaliar a qualidade protéica de dois suplementos alimentares - um, formulado protéico em pó (produto em fase de teste) e gelatina. Seis grupos de seis ratos machos Wistar recém-desmamados foram alimentados durante catorze dias com as seguintes dietas: controle (C10 - caseína), formulado protéico (FP10) e gelatina (G10) ao nível de 10 % de proteína; misturas de caseíma com formulado protéico (C7 FP3) ou gelatina (C7G3) (7:3 em base protéica, respectivamente); e dieta aprotéica. As dietas contendo o formulado protéico apresentaram boa qualidade protéica, segundo os índices NPR (Net Protein Ratio) e NPU (Net Protein Utilization), sem diferenças significativas entre C7 FP3 e C10 (NPR= 4,00 e 4,11, e NPU= 65% e 67%, respectivamente). Os animais alimentados com gelatina (G10) e com dieta aprotéica perderam peso corpóreo e apresentaram pesos semelhantes dos fígados e inferiores aos dos demais grupos de ratos. O valor protéico da mistura caseína-gelatina (C7G3) foi menor que o da caseína (NPR relativo= 77 %, p<0,05). O formulado protéico constitui uma fonte de proteína de boa qualidade e seu uso como suplemento alimentar pode ser indicado em situações especiais. A gelatina, por sua vez, não pode ser considerada um complemento ou suplemento nutricional, pois não atende às necessidades protéicas do organismo e pode prejudicar a disponibilidade biológica de proteínas de boa qualidade.


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