Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada, Vol. 31, No 2 (2010)

Tamanho da fonte:  Menor  Médio  Maior

A prática da automedicação por funcionários de uma Instituição de Ensino Superior portadores de enxaqueca

R.L. BáRTA, K.R. OLIVEIRA

Resumo


O objetivo desta pesquisa foi identificar, na prática de automedicação, possíveis interações medicamentosas e descrever o perfil dos funcionários portadores de enxaqueca de uma Instituição de Ensino Superior localizada no município de Ijuí-RS. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIJUI. Após a busca dos enxaquecosos, foi aplicado um questionário padronizado com perguntas acerca da patologia. Foram entrevistados, com consentimento, 32 indivíduos, sendo que a maioria (31-97%) tinha idade entre 30 e 39 anos (37,5%), pele branca (94%), eram casados (59%) e, no caso das mulheres, 71% (22) apresentavam ciclo menstrual regular e 55% (17) usavam anticoncepcional oral. Dentre os fatores desencadeantes da enxaqueca, os mais citados foram alguns tipos de alimentos, seguidos do estresse e fatores hormonais associados ao ciclo menstrual. Trinta (93,75%) voluntários praticavam automedicação, sendo que todos faziam uso de analgésicos e associações de fármacos. Portanto, verifica-se uma relação entre a patologia e a automedicação. Foram observadas 15 interações medicamentosas diferentes. Vinte (62,5%) indivíduos foram expostos a, pelo menos, uma interação decorrente da automedicação, ao consumo de medicamentos crônicos prescritos, a álcool e a cigarros. Nesse sentido, cabe ao profissional farmacêutico auxiliar o portador de enxaqueca no reconhecimento dos fatores desencadeantes desse problema para promover o uso racional de medicamentos e incentivar a automedicação responsável.

Palavras-chave: Hábitos de consumo de medicamentos. Interações de medicamentos. Cefaléia. Fatores desencadeantes.


ABSTRACT

The aim of this study was to describe the profile of migraine-sufferers employed at a higher education institution located in the town of Ijuí (RS, Brazil) and identify possible drug interactions resulting from the self-medication practiced by those patients. After an active search for migraine patients, a standard questionnaire was used to enquire about their condition and themselves. The study was approved by the Research and Ethics Committee at UNIJUI. Thirty-two consenting adults were interviewed, most of whom (31, 97%) were aged between 30 and 39 years (37.5%), of white skin (94%) and married (59%), while among the women, 71% (22) had a regular menstrual cycle and 55% (17) used an oral contraceptive. Among migraine-triggering factors, most subjects cited specific foods, followed by stress and hormonal factors associated with the menstrual cycle. Thirty (93.75%) volunteers practiced self-medication, all of them making use of analgesics and combinations of drugs, showing that there was a relation between this condition and self-medication. The results revealed 15 different drug interactions. Twenty (62.5%) subjects were exposed to at least one interaction arising from self-medication, chronic prescribed drug use, alcohol and cigarettes. Accordingly, it is up to the pharmaceutical professional to help the migraine patient to recognize triggering factors, to promote the rational use of medicines and encourage responsible self-medication.

Keywords: Medicine consumption habits. Drug interaction. Headache. Triggering factors.


Texto Completo: PDF

Comentários sobre o artigo

Visualizar todos os comentários

A submissão de artigos está sendo feita no novo Portal da RCFBA
Será necessário se recadastrar para submeter novos artigos